Mobilidade urbana · Brasília, DF

Ônibus elétricos entram em operação em quatro linhas do Plano Piloto, no DF

Semob-DF libera os 12 primeiros ônibus 100% elétricos da Piracicabana nas linhas 109.3, 109.4, 108.5 e 0.110, que saem da Rodoviária do Plano Piloto.

Os primeiros ônibus 100% elétricos da nova frota do transporte coletivo do Distrito Federal começaram a levar passageiros na quarta-feira, 24 de junho de 2026. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) liberou 12 veículos para quatro linhas que partem da Rodoviária do Plano Piloto: 109.3, 109.4, 108.5 e 0.110. Juntas, essas linhas atendem cerca de 25 mil passageiros por dia, segundo a secretaria.

Os carros fazem parte de um lote de 90 ônibus elétricos trazidos da China pela Piracicabana, a concessionária que opera a chamada Área 1 do sistema. Antes de entrar em circulação, cada unidade precisou passar por cadastro, licenciamento, vistoria, emplacamento e instalação dos validadores de bilhetagem — etapas que explicam o intervalo entre a chegada dos veículos, em maio, e o início efetivo da operação.

Quais linhas recebem os elétricos

Nesta primeira fase, os ônibus elétricos rodam em trajetos curtos e de alta demanda no centro de Brasília:

  • 109.3 — da Rodoviária do Plano Piloto à Esplanada dos Ministérios, seguindo até o Setor de Autarquias Sul e o Pátio Brasil;
  • 109.4 — da Rodoviária à Esplanada dos Ministérios;
  • 108.5 — da Rodoviária à Rodoferroviária, passando pelo Setor Militar Urbano;
  • 0.110 — da Rodoviária à região da Universidade de Brasília (UnB), usada por estudantes e servidores.

A escolha concentra os novos veículos em linhas que circulam pelo eixo central, onde o volume de viagens é alto e a distância percorrida por viagem é relativamente pequena — perfil adequado para testar a rotina de recarga antes de estender o uso a trajetos mais longos.

O que a frota completa deve representar

Segundo a Semob-DF, quando os 90 ônibus estiverem rodando, a frota elétrica deve atender aproximadamente 70 mil passageiros por dia e cumprir cerca de 281 viagens diárias. A secretaria estima que a troca de ônibus a diesel por elétricos evitará a emissão de 615 toneladas de gás carbônico por mês.

A secretária de Transporte e Mobilidade, Sandra Holanda, afirmou que a eletrificação da frota faz o DF avançar em sua agenda ambiental, social e de governança e reforça o compromisso com a descarbonização e com uma mobilidade inclusiva. A liberação dos demais veículos será gradual, até que toda a frota esteja em operação.

Os ônibus têm ar-condicionado, piso baixo para facilitar o embarque de pessoas com deficiência, idosos e passageiros com carrinhos, câmeras internas e motor silencioso, sem emissão de poluentes no escapamento.

Como a frota chegou até aqui

A renovação vem sendo anunciada desde o início do ano. Em abril, o Correio Braziliense informou a chegada do primeiro lote, de 15 ônibus, de uma encomenda total de 90 unidades fabricadas pela chinesa CRRC, com capacidade para 74 passageiros cada, suspensão a ar e freios ABS. Na época, a previsão era que os veículos começassem a rodar em maio.

No início de maio, o governo do DF apresentou oficialmente uma nova leva de 85 ônibus, entre elétricos e a diesel, destinados à Piracicabana e a outras operadoras do sistema, como Marechal e Urbi, conforme noticiou o Metrópoles. A Piracicabana atende o Plano Piloto e regiões como Cruzeiro, Lago Norte, Varjão, Sobradinho e Planaltina, o que indica para onde os elétricos devem ser estendidos nas próximas etapas.

O cronograma acabou escorregando cerca de um mês em relação ao previsto em abril: o início da operação só aconteceu no fim de junho, depois de concluída a regularização dos veículos junto ao órgão de trânsito e à própria Semob.

Por que a eletrificação importa para quem usa ônibus

Além do ganho ambiental, ônibus elétricos costumam oferecer viagem com menos ruído e vibração, sem o cheiro de diesel nas paradas e com arrancadas mais suaves. Para o sistema, o custo de energia por quilômetro tende a ser menor que o do combustível, embora o investimento inicial por veículo seja mais alto — uma conta que entra no cálculo da tarifa de remuneração paga às empresas. Para entender como esses custos chegam ao preço da passagem, veja o guia como a tarifa de ônibus é calculada.

O anúncio não prevê cobrança diferenciada: as linhas 109.3, 109.4, 108.5 e 0.110 continuam fazendo parte do Sistema de Transporte Público Coletivo do DF, com a tarifa e as regras de integração do sistema.

O que muda para o passageiro

  • Mesmas linhas, novo veículo: o anúncio da Semob-DF trata da troca de veículos nas quatro linhas, sem mencionar mudança de itinerário. Como só 12 dos 90 carros foram liberados nesta fase, é possível que parte das viagens ainda seja feita por ônibus convencionais.
  • Onde embarcar: as quatro linhas saem da Rodoviária do Plano Piloto. Confira o quadro de horários de cada uma nas páginas das linhas, logo abaixo desta notícia, ou no DF no Ponto, que mostra a posição dos ônibus em tempo real.
  • Integração: o anúncio não menciona mudança nas regras de integração tarifária. Se você faz baldeação na Rodoviária, vale revisar o guia de integração e baldeação.
  • Próximas etapas: a Semob-DF promete liberar o restante da frota aos poucos. Novas linhas atendidas devem ser anunciadas pela secretaria; acompanhe os comunicados antes de planejar viagens em outras regiões.

Linhas citadas nesta notícia

Fontes

Leia também

Procurando o horário de uma linha?

Use a busca no topo da página ou veja todas as linhas de Brasília, DF. Também dá para escolher a cidade na lista completa.